quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Sobre diferenças...
Um Conto Sobre O Direito De Ser E Pensar Diferente

Postado em 11 de outubro de 2011 ·por Profª. Rita Alonso Comportamento
Porquê o papagaio e o corvo não gostam um do outro – Um papagaio estava sentado numa gaiola com um corvo. Como o pobre papagaio sofria pela presença daquele monstro! “Que feio, que figura terrível, que expressão facial desagradável. Se uma pessoa tivesse que olhar uma coisa assim todos os dias ao nascer do sol, o dia todo ficaria arruinado para ela. Não existe companheiro mais nojento que tu, em parte alguma”. Por estranho que pareça, o corvo também sofria pela presença do papagaio. Triste e deprimido, o corvo xingava o azar que o juntara com aquele camarada desagradável, de múltiplas cores. “Por que tamanho azar me atingiu? Por que meus dias felizes acabaram transformando-se em dias tão sombrios? Teria sido muito mais agradável sentar-me no muro de um jardim com outro corvo, aproveitando as coisas que temos em comum e estando felizes”. (apud Sa’dí)
Com esta e outras estórias, Nossrat Peseschkian (1933-2010) demonstra a importância do relacionamento com aquilo que nos é diferente. No livro O Mercador e o Papagaio – estórias orientais como ferramentas na psicoterapia (Editora Bahá’í), Peseschkian investe em 100 contos orientais, trazendo-os ao mundo ocidental, abordando a relação entre estas duas culturas que tanto parecem diferentes, como os conceitos de beleza, no respeito à hierarquia e ao mais velhos. É também, por exemplo, fácil para um ocidental achar que não olhar nos olhos é falta de respeito ou para um europeu não compreender porque é tão difícil fazer uma fila na Ásia, ou para um estadunidense a necessidade de se viver próximo à família alargada no Médio Oriente. Muitas coisas são difíceis de se entender, tal como o papagaio que acha que a plumagem do corvo é feia, ou este sentir naquele uma sinceridade desnecessária.
Povos são diferentes, assim como as pessoas. Não se precisa ir muito longe para que, só no Brasil, vejamos a quintessência da diversidade em ação e vermos que o gosto musical de uma pessoa do litoral difere daquele de uma do interior. Basta vermos como numa região se gosta mais de acarajé e noutra de churrasco e quantos anos demorou para que o açaí ou o mate se tornassem produtos nacionais e não mais regionais. As diferenças sempre existiram, mas será que elas eram significativas a tal ponto que não pudessem ser transpostas? Será que elas são assim tão importantes no mundo profissional?
Sim e não!
Cada indivíduo é membro de um grupo, ao mesmo tempo que não perde a sua individualidade e singularidade. Se, por um lado, todo ser humano tem necessidades profissionais específicas, por outro, há traços universais. Cada pessoa é, portanto, influenciada por um arcabouço cultural e social, influenciado pela cultura e família na qual nasceu e pelos muitos indivíduos que encontrou no seu caminho pela vida. E no decorrer de suas vidas, os papagaios e os corvos vão sendo influenciados por interações que vão estabelecendo com outros papagaios e corvos. Quem nos garante que o papagaio não terá, na realidade, tido uma má experiência anterior com outro corvo, ou sido vítima de alguma espécie de segregação por outros corvos? Nessa caminhada pela vida, cada pessoa vai adquirindo a sua singularidade e unicidade que podem, justamente, conduzir a problemas intraculturais e transculturais ao lidar com outros seres.
Porventura influenciado pelo seu próprio trajeto de vida, Peseschkian, persa radicado na Alemanha, concebeu um modelo de psicologia denominado Psicoterapia Positiva Transcultural. De acordo com esse modelo, perante um conflito organizacional, deve-se focar tanto nos conteúdos como nas dinâmicas subjacentes ao conflito. Não são situações pontuais, mas todo um trajeto e um somatório que cria o problema. Assim, perante os conflitos na sua organização, o gestor não pode encontrar um culpado, nem tampouco procurar modelos explicativos sobre o que ocorreu no momento, mas tentar compreender a relação transcultural entre os envolvidos. Haverá interpretações culturais que suscitaram o conflito? Existirão visões demasiado distintas que necessitam se unir para o progresso organizacional?
Mas isso não basta. Peseschkian ensina-nos a termos uma visão sempre positiva: não se pode focar em interpretações que apenas intensificam o comportamento negativo. Uma depressão de um funcionário não pode ser vista como incapacidade de definir as suas emoções, mas a capacidade exagerada de se conectar a elas. Um colaborador obcecado com regras não deve ser simplesmente rotulado como obsessivo – compulsivo que necessita de tratamento, mas como alguém cujo zelo e cuidado devem ser canalizados para maior organização e melhor sistematização das atividades. E os ciúmes do staff, ser vistos como amor pela empresa e desejo por excelência.
Parecem apenas trocas de palavras, mas é mais que isso! Pensemos juntos: se eu, gestor da empresa, vejo que os meus funcionários nutrem ciúmes e invejas uns pelos outros, como devo lidar? Ou acho tudo natural, porque invejas e ciúmes resultam da competitividade interna e a melhor forma de chegar aos objetivos é que as pessoas compitam umas contra as outras, e talvez encorajo esse sentimento, promovendo os mais agressivos. Ou então, inibo, chamando-lhes a atenção, solicitando palestras de especialistas; se eu pensar assim, os custos de tempo e de dinheiro (caso se consulte alguém externo) são tais que muitas vezes é mais fácil despedir a pessoa e se livrar do problema. Agora, se pensarmos que na realidade eles amam a empresa e os “ciúmes” são devidos a isso, o que a empresa deve fazer? Amar de volta. E como isso acontece? Criando medidas de valorização do trabalho, através de prêmios, bônus, promoções – que não implicam necessariamente aumento salarial. Com um sistema que, dessa forma, pragmaticamente elogie os bons resultados dos funcionários, os resultados serão superiores e o corvo não continuará falando do papagaio, nem o papagaio do corvo.
E o que nós fizemos? Apenas atribuímos novo significado ao ciúme e à inveja que muitas empresas gostam de criar nos funcionários, para que eles deem o melhor de si, concorrendo, – competição contra os outros – e chamamo-lhe de busca por excelência, tentando ser cada vez melhor do que se era – competição contra si mesmo.
O resultado? Colaboradores satisfeitos com os seus próprios resultados e um clima organizacional que não é danificado por querelas, ataques e rancores que ciúmes, inveja, rivalidade e competição causam. E… apenas mudamos as palavras! (e talvez contamos uma estória no começo…). Sam Cyrous
http://www.ritaalonso.com.br/?p=42410
Não resisti e compartilho com vocês este texto da Profª Rita, dados dos devidos créditos no inicio e no final.
Uma forma de repensar esta LOUCURA que é a competição corporativa, pessoas que antes eram aliadas, dão rasteiras, trapaceiam e te vendem, viver isso na esfera privada é visto como natural, e lutar contra isso demanda esforço e caráter, coisa que nem todo mundo tem.
Mas viver isso na esfera pública, (trabalhei algum tempo e vi muito de perto que é cobra comendo cobra, e hoje ministrando treinamento aos terceirizados , continuo constatando), onde isso não deveria existir, é desestimulante.
Convido a todos a revermos as nossas posturas, até onde estamos contribuindo para o circo de egos que é a vida corporativa. aceitem as diferenças, invejem a vocês mesmos, meçam-se por uma régua única que é a sua, busquem a sua satisfação mirando em um espelho onde o que está refletido é você e seus resultados.
um bom feriado!
sábado, 17 de setembro de 2011
Suflê de Chuchu
Estes dias estava arrumando umas fotos e peguei uma do dia que o Elias, meu filhote nasceu. e comentando com ele sobre os acontecimentos daquele dia, me lembrei que a primeira coisa que disse para ele, foi "Seja bem vindo meu chuchu!" e ele me olhou com dois olhinhos lindos super abertos e parou de chorar!
Ontem arrumando as compras na geladeira ele viu um chuchu e ficou pensativo até soltar a pérola: - Mãe como você pode me chamar disso?! sem graça nehuma mãe! e só pude rir da carinha espantada dele. Mas como toda mãe que se preze, mostrei para ele que as aparências enganam e o apresentei ao Suflê de chuchu, que ele me ajudou a fazer, uma de minhas receitas favoritas, principalmente por se rápida. segue abaixo a receita;
3 chuchus cozidos, com 1 tablete de caldo de galinha, amassado(s)
2 gemas de ovo
2 claras de ovo em neve
100 gr de Queijo Ralado
1 colher(es) (sopa) de margarina Qualy
1 xícara(s) (chá) de leite
1 colher(es) (sopa) de amido de milho
quanto baste de pimenta-do-reino branca
1 colher(es) (café) de sal
1 pitada de noz moscada
Coloque o chuchu e os demais ingredientes no liqüidificador
(menos as claras) bata bem.Retire e coloque em uma vasilha e envolva as claras delicadamente.
Unte um pirex alto com margarina coloque a massa e leve ao forno bem quente até que você espete um palito e saia firme. o segredo é manter a temperatura do forno bem alta. (no meu forno , demora mais ou menos 20 minutos)
Você pode substituir o chuchu por abobrinha, cenoura, espinafre, e o que mais a sua imaginação permitir.
pode também colocar apenas a metade do queijo e completar com farinha de rosca que fica bem crocante.
Depois saboreando o Suflê não pude conter o sorriso, meu "pequeno" então solta a pérola : "- Até que o chuchu é mesmo gostoso gostoso né mãe?"
PS. Não tive a agilidade de tirar uma foto do suflê antes dele ser devorado então vou ficar devendo uma foto.
Ontem arrumando as compras na geladeira ele viu um chuchu e ficou pensativo até soltar a pérola: - Mãe como você pode me chamar disso?! sem graça nehuma mãe! e só pude rir da carinha espantada dele. Mas como toda mãe que se preze, mostrei para ele que as aparências enganam e o apresentei ao Suflê de chuchu, que ele me ajudou a fazer, uma de minhas receitas favoritas, principalmente por se rápida. segue abaixo a receita;
3 chuchus cozidos, com 1 tablete de caldo de galinha, amassado(s)
2 gemas de ovo
2 claras de ovo em neve
100 gr de Queijo Ralado
1 colher(es) (sopa) de margarina Qualy
1 xícara(s) (chá) de leite
1 colher(es) (sopa) de amido de milho
quanto baste de pimenta-do-reino branca
1 colher(es) (café) de sal
1 pitada de noz moscada
Coloque o chuchu e os demais ingredientes no liqüidificador
Unte um pirex alto com margarina coloque a massa e leve ao forno bem quente até que você espete um palito e saia firme. o segredo é manter a temperatura do forno bem alta. (no meu forno , demora mais ou menos 20 minutos)
Você pode substituir o chuchu por abobrinha, cenoura, espinafre, e o que mais a sua imaginação permitir.
pode também colocar apenas a metade do queijo e completar com farinha de rosca que fica bem crocante.
Depois saboreando o Suflê não pude conter o sorriso, meu "pequeno" então solta a pérola : "- Até que o chuchu é mesmo gostoso gostoso né mãe?"
PS. Não tive a agilidade de tirar uma foto do suflê antes dele ser devorado então vou ficar devendo uma foto.
Marcadores:
Comida
| Reações: |
domingo, 21 de agosto de 2011
Quero agir na seletividade das minhas palavras. Falar menos, me faz pensar mais, pensar mais, me faz errar menos. Quero selecionar o que ouvir, quem ouvir, onde ouvir e o que dizer. Eu ouço muito, reflito pouco. Quero ser seletiva no meu julgamento. Nem todos possuem o valor que eu gostaria que tivessem, mas eu possuo um valor que ninguém tem e é isso que quero buscar. Serei seletiva nos meus sentimentos, a tristeza virá, mas minha alegria será muito maior em todas as situações. A felicidade vai transbordar, deitar e rolar em cima de toda amargura. Não quero pra mim a inveja, o ciúmes, o pessimismo, o desespero, a ansiedade. Minha força daqui pra frente será seletiva! Sofrimento demasiado me cansa! Não nasci pra isso, não viverei pra isso, não morrerei por isso.
sábado, 18 de junho de 2011
Dica de filme: Filhos do Paraíso
Este final de semana por um total acaso, tive o prazer de assistir novamente a um maravilhoso filme iraniano de 1997, não lembro se ganhou algum premio, mas de uma belíssima fotografia e de um roteiro emocionante. falo de Filhos do paraíso, do diretor Majid Majid.
Mesmo sendo um filme de 1997, a mensagem é atualíssima, indico a todos os professores/educadores pelas mensagem de companheirismo e solidariedade tão ausentes das nossas escolas, que, digamos mais parecem um desfile de moda ou um ringue tamanha a hostilidade com os que não podem ou não estão tao antenados com as tendências. Para perceberem quais são os verdadeiros valores. Principalmente, numa cena com torrões de açúcar. Onde a menininha levando chá para o pai, ele lhe pede que lhe traga o açucareiro. Causando espanto a ela, pois ele estava quebrando um bloco de açúcar em pequenos torrões. Mesmo com toda a dureza, com dívidas acumuladas, aquele pai passou a filha uma lição linda. De que aquilo fora confiado a ele. Que não pertencia a eles. Lindo! Alguns políticos também poderia ver essa parte, pelo menos.
Vamos a história do filme, Ali (Amir Hashemian) é uma criança pobre que apesar de ter apenas 9 anos, mal pode brincar porque já é obrigado pelo pai a trabalhar para ajudar à família, mas sem abandonar a escola, que aliás é um dos melhores alunos ( Por que no Brasil não é assim ? ). Tudo se complica quando Ali perde os sapatos da irmã, Zahra, que estavam sendo restaurados e pede a ela para não contar aos pais ( repare no desespero de Ali ). Ambos passam a dividir o tênis de Ali para irem à escola, resultando numa série de percalços e aventuras. Ali espera todo dia sua irmã chegar da escola para pegar o tênis e ir estudar. Ele descobre que a sua escola vai promover uma competição de atletismo cujo prêmio para o terceiro lugar é um par de tênis, e ele garante para Zahra que chegará somente em terceiro. Atente para a cena da corrida, extremamente bem filmada utilizando o recurso da câmera lenta, é de uma emoção e expectativa deslumbrante ( é impossível não se lembrar de Carruagens de Fogo ). Rodado na área pobre o Iran, destaco a cena em que somos apresentados a face rica da sociedade iraniana com um divertido e fantástico passeio a bordo de uma bicicleta na companhia de Ali e seu pai. O contraste de vida entre a alta sociedade e a família de Ali é evidenciado no filme e, é simplesmente memorável a cena em que um garotinho rico corre atrás de Ali para chamá-lo para brincar ; enquanto um não encontra tempo para brincar, o outro `preso` numa enorme casa não brinca por não ter amigos.
Será difícil reter as lágrimas no final. Que belíssima lição de vida ambos nos brindaram! Parabéns também ao Diretor! Mais um a mostrar que uma bela história não precisa de ter grandes efeitos especiais. A primeira cena já nos deixa uma bela mensagem. Um filme inesquecível! De ver e rever!
Filhos do Paraíso (Children of Heaven / Bacheha-Ye Aseman). 1997. Irã. Direção e Roteiro: Majid Majidi. Com: Mohammad Amir Naji (Pai de Ali), Amir Farrokh Hashemian (Ali), Bahare Seddiqi (Zahra), Nafise Jafar-Mohammadi (Roya), Fereshte Sarabandi (Mãe de Ali), Dariush Mokhtari (Professor de Ali). Gênero: Comédia, Drama. Duração: 89 minutos
domingo, 5 de junho de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)




